" sentia meu corpo empoderado" por Patzu

June 18, 2018

"Então, eu pari!
Dá pra ver o cansaço no rosto e aquele olhar perdido em uma mar de pensamentos.
Na imagem, a cria, já lambida e afagada, dorme sobre o ventre que o gerou. O cordão ainda conectado ao corpo, a placenta guardadinha e ainda grudadinha.
Pedro Manú nasceu de uma forma tão rápida e intensa que não saí de casa. Foi um parto natural não assistido. Bem, nem tanto... Durante praticamente nove meses compartilhei casa com minha própria doula: foi ela quem pegou Manú encaixado entre seus dedos, fazendo o papel duplo de doula e parteira, esfregando minhas costas com óleo quente, se emocionando comigo a cada contração, acalmando meu filho mais velho quando a mãe não queria vê-lo chorar...
"Chorar pra quê, se estou bem?" Pensava eu. E gritava! Na cabeça os pensamentos iam a mil. Mas o corpo só fazia, falava, movia no caminho para o parto.
Na real, sentia meu corpo empoderado a todo o momento. Soube quando estava muito próximo da chegada, pois senti já nas últimas contrações o bebê preencher meu canal e coroar minha vagina.
Não senti o chamado círculo de fogo, mas falava tudo: "vai nascer", "está coroando", "segura"! Isso tudo porque não foi de cócoras que eu estava nesse momento, para pegar meu bebê. Na Partolândia meu corpo virou bixo solto, ficou de quatro e pariu. Quando o peguei, desenrolei o cordão do peito e trouxe coração com coração, meio sem saber o que fazer, só pensando em dar de mamar o quanto antes.
Cortamos o cordão em casa mesmo. Papai  foi quem cortou.Assim veio ao mundo Pedro Manú, menino muito amado. Segundo filho, resistente como a rocha. 
E que nesse domingo, 13, junto com o aniversário do papai, completou dois meses."

 

 

 

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