O culto da Mãe Divina no hinduísmo

July 13, 2017

O povo que vivia na região do vale do Hindu, hoje o atual nordeste do Afeganistão e noroeste de Paquistão e Índia, cultuavam a Mãe Divina e suas representações na Natureza, nas fêmeas, na mulher!

Há 5.000 anos atrás esse povo de linhagem matriarcal dava incio a filosofia que hoje chamamos de Yoga, quando eu comecei a estudar a teoria do Yoga  fiquei encantada quando descobri esse fato, pois a prática que eu tanto me identifiquei também me dizia algo importante na história de toda a linhagem dessa filosofia.

Apesar da  mulher na prática de Yoga estar ganhando cada vez mais espaço depois da propagação do yoga no ocidente, a linhagem de toda essa filosofia indica o forte poder da mulher e seu papel essencial nas criações.  

 

 (Fonte da imagem:Google)


Durante minha história pessoal fui aprofundando meus estudos do feminino dentro do Yoga e do Hinduismo, logo depois fui expandindo o estudo do feminino também a partir dos conhecimentos da doulagem e da psicologia. 
O fato é que, em cada estudo eu descobro mais de meu feminino e da história do feminino nesse plano. O culto da Mãe Divina é pouco conhecido e mal entendido aqui no ocidente, por isso eu vou usar essa e a próxima postagem para compartilhar um pouco sobre esse assunto, tão importante, libertador e empoderador.

No hinduísmo existe o culto de uma divindade feminina, superior a todos os outros seres divinos, essa tradição ensina que existe uma grande Deusa, chamada Shatki, que é origem de tudo o que existe! 

 

 (Fonte da imagem:Google)

 

 

Ela pode se manifestar de inúmeras formas diferentes, adquirindo os nomes e aparência das muitas Deusas ou Devis descritas nas histórias indianas. 

Esse culto a Shatki se chama Shatkismo  e não tem nada de semelhante com outros cultos religiosos ao feminino do mundo. 
(Re)encontrar o culto a divindade feminina dentro do hinduísmo foi fundamental para eu desenvolver e aprimorar meu trabalho com mulheres, foi fundamental para entender que o ciclo menstrual/ a gestação e a menopausa devem ser respeitadas na prática de Yoga. E principalmente para eu reconhecer em mim mesma aspectos e potência da Deusa. 

 

Vou compartilhar com vocês, nessa postagem um texto que gosto muito, acredito que ele é muito esclarecedor a respeito do culto a Mãe Divina.

 

"No pensamento indiano existem muitos seres divinos (Devas), masculinos e femininos; e um Ser Absoluto (neutro), que é Brahman. Todas as divindades, como Brahma, Vishnu e Shiva, são manifestações de Brahman, não são independentes dele. Brahman está além da compreensão conceitual e racional, mas é descrito como tendo a essência da existência (Sat), da consciência (Cit) e da completude ou não-dualidade, que se manifesta como uma felicidade plena (Ananda).De acordo com a tradição indiana, todo o universo e todos os seres são também uma manifestação de Brahman. Existem períodos em que o universo é criado, se mantém durante um certo tempo, depois é destruído – e todos os Devas também desaparecem. Quando isso ocorre, resta apenas Brahman, indiferenciado, e nada acontece. É como se tudo estivesse adormecido – é a noite cósmica, ou noite de Brahman. Depois, Brahman se manifesta, o universo começa a surgir novamente, iniciando-se um novo ciclo cósmico. Brahma (um Deva masculino) é quem atua criando o universo, depois Vishnu é quem o mantém ou sustenta, e Shiva o destruirá.Segundo uma das tradições indianas (no Tantra), existe uma Deusa (Devi) que está acima de todos os Deuses. Ela é chamada de Maha Devi (a Grande Deusa), ou Shakti (a Poderosa). Sua característica principal, como o seu próprio nome diz, é o Poder. Ela é ativa, dinâmica, é considerada como a energia que move todo o universo (inclusive os Devas). Em comparação com ela, os Devas são inertes, inativos, passivos. Nessa visão, temos um conceito exatamente oposto ao que se desenvolveu no ocidente (e em outros lugares, como a China), segundo o qual a energia ou atividade seria uma característica masculina e a receptividade ou passividade seria uma característica feminina. (...) A mitologia indiana tem também muitas histórias que mostram que os Devas não são tão poderosos quanto a Shakti. A Shakti, ou Maha Devi, é o poder feminino absoluto. Há, no entanto, muitas deusas (Devis) diferentes. Cada um dos Devas, por exemplo, tem sua companheira (sua Shakti), sem a qual ele é incompleto. A Shakti de Brahma é Sarasvati, a de Vishnu é Lakshmi, a de Shiva é Parvati. Essas Devis são manifestações ou aspectos parciais, limitados, da Grande Deusa. No entanto, muitas vezes se identifica Parvati com a própria Shakti."

 

 

 (Fonte da imagem:Google)

 

Na próxima postagem dessa pauta vou compartilhar com vocês algumas manifestações da Mãe Divina, explicando suas potências e indicando mantras!

 

 

 

 

 

 

 

 

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