O signficado espiritual da placenta

April 24, 2017

A Concentração Invertida tem o prazer de compartilhar com você um texto traduzido que fala sobre o significado espiritual da placenta. 

 

O Significado Espiritual da Placenta

 

No momento em que o bebê nasce a mãe também nasce, pois a mulher que deu à luz foi iniciada numa cerimônia sagrada; ela não é mais a mesma donzela que carregou o bebê no útero. Naquele momento ela experiencia um Rito de Passagem – uma transição física e espiritual que modifica a sua essência e identidade. Em preparação para este processo, o corpo dela já amava tanto este bebê que criou um órgão só para sustentar a vida dele: a placenta. Em latim 'plax' significa prato achatado, e este órgão sagrado é o que dá suporte e desenvolve Vida, e ela é tambem a única fonte de nutrição, sangue, e oxigênio do bebê. Aquela mulher poderosa sacrificou a substância da sua própria carne para que Vida continuasse em outro ser. Ela, então, descobre a própria força quando dá à luz o bebê e a placenta, e também a si mesma, na experiência mais marcante da existência dela. Naquele mesmo momento a placenta completa o seu ciclo e morre para permitir a primeira respiração independente do bebê.

 

Muitas culturas antigas têm tradições de tratar a placenta com respeito e admiração pelo seu trabalho e significado, e ao redor do mundo existem cerimônias específicas para utilizar a placenta – um contraste brutal de como a medicina Ocidental lida com a placenta como um refugo humano. Em gratidão pelo presente da fertilidade e do nascimento do bebê, a maioria das tradições enterram a placenta com consideração, devolvendo os nutrientes e a sua energia sagrada para a Mãe Terra, a criadora de todas as formas de Vida. A cultura chinesa vem tratando e utilizando placentas há milênios, reconhecendo o valor nutricional intrínseco do órgão, com a preparação para o consumo. A prática de ingerir cápsulas recheadas com a própria placenta, depois de cozida, desidratada, e triturada em pó – é chamada encapsulamento da placenta. Depois do parto, o corpo da mulher sofre mudanças hormonais drásticas, reposicionamento de órgãos, diminuição do volume de sangue, e outras alterações. As placentas têm hormônios que podem ajudar na recuperação do corpo, aumentar a quantidade de leite materno, e até prevenir a depressão pós-parto. Eu escolhi ter a placenta do meu filho encapsulada e a minha experiência do pós-parto foi positiva, especialmente porque eu tive hemorragia como consequência da parteira puxar o cordão umbilical para a liberação da placenta. Se o consumo da placenta não te atrair, ainda assim você pode trazer a placenta do hospital e conduzir uma cerimônia de sepultamento, ou ao menos um descarte com respeito e repleto de intenções de cura.

 

Várias tradições acreditam que a placenta tem um espírito próprio, e os rituais conhecidos indicam a existência de um corpo energético do órgão. Da mesma forma que o nosso corpo acumula sentimentos em lugares específicos da anatomia, a placenta também guarda histórias espirituais e emocionais. A placenta é parte da consciência da unidade mãe-bebê; desta forma as mudanças emocionais e físicas da experiência do parto, podem causar uma sensação de perda pela doação de parte de si mesma, para que uma nova vida exista. Este sentimento pode ser mascarado pela euforia de finalmente poder abraçar o recém nascido, mas mesmo assim, fica registrado na alma da mãe. Os rituais de enterrar a placenta têm o poder de finalizar a conexão física existente antes do nascimento, e de restringir uma possível dependência emocional entre a mãe e a criança que não seja saudável. O ritual pode ser ainda mais poderoso e significativo quando celebrado em conjunto com uma data marcante, como uma bênção, aniversario, ou o reinicio da menstruação. Este ritual é tão importante que pode ser feito com as cápsulas, se a placenta tiver sido encapsulada, ou até mesmo sem a placenta, se a mãe não tiver acesso ao órgão. No lugar da placenta, a mulher pode criar um sachê de tecido e preenchê-lo com itens que representem as emoções e memórias da experiência do parto. A criação de um ritual para demonstrar gratidão pela vida da criança, e se render por termos limites como mães, produz um benefício prolongado no bebê, na mãe, e na linhagem deles.

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